sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Maria Janaína Botelho toma posse na AFL


Historiadora ocupa a cadeira de Olavo Bilac

A historiadora, escritora, jornalista, professora universitária e poetiza Maria Janaína Botelho, autora dos livros “O cotidiano de Nova Friburgo no final do século XIX: Prática e Representações Sociais” e “História e memória de Nova Friburgo”, tomou posse, na última quinta-feira (4), da cadeira número 31 da Academia Friburguense de Letras, patronímica do conhecido “poeta das crianças” Olavo Bilac. O evento contou com o público interno que estava no salão principal e com o externo que assistia a cerimônia com projeção e reprodução do discurso de ingresso, no pátio da AFL, situada na rua Presidente Getúlio Vargas, no Centro da cidade.

Maria Janaína Botelho sentiu-se feliz e livre para falar sobre a sua alegria como historiadora de fazer parte de tão talentoso grupo. Em seu discurso, a professora disse emocionada “Muito me honra pertencer a AFL. Uma instituição que congrega cronistas, educadores, literatos, trovadores e historiadores, que deixarão um legado importantíssimo, materializando o pensamento de uma geração e deixando uma herança intelectual aos que virão no futuro”. Ela ainda frisou a importância da família na sua vida e como teve suporte de amigos para que chegasse aonde chegou.

O professor Alexandre Gazé, Pró reitor de Coordenação e Expansão da Universidade Candido Mendes e Vice-Presidente da AFL, afirmou veemente que a presença da professora Janaína na Academia não era somente uma honra, mas uma pessoa que tem todas as qualidades para agregar a um grupo tão heterogêneo quanto este. “Acredito que Maria Janaína Botelho é muito valiosa para a AFL, pois seu trabalho de resgate da história de Nova Friburgo é algo incrível e meticuloso. Ela desempenha uma nobre tarefa e nos brinda, moradores de Friburgo, com livros cujos trabalhos são vistos como profundas pesquisas das mais antigas raízes da nossa cidade. Fico feliz em ver esse trabalho árduo sendo reconhecido”.

O Presidente da AFL, o acadêmico Aécio Alves da Costa, após ouvir todos falarem, perceber o calor da plateia e se encantar com as palavras de apresentação do também acadêmico Paulo Jordão, que fez a introdução da professora Maria Janaína à AFL, fez questão de dizer o quanto acredita ser importante o ingresso de uma profissional como ela. “Currículo não é o mais importante, pois isso é inegável que os feitos de Janaína são notáveis e que seus trabalhos reconhecidos. O que mais pesa na escolha dela para a cadeira 31 da nossa Academia é a sua personalidade doce, a capacidade de enxergar coisas que passam despercebidos dos olhos comuns. Ela merece os aplausos não só da plateia que veio vê-la, mas merece a reverência de todos nós. Fico grato em tê-la como companheira”, afirma o presidente.

O evento contou com diversas autoridades, diretores da Universidade Candido Mendes e companheiros acadêmicos da mais nova acadêmica da cidade, que foi recebida com a aula de história de Paulo Jordão, que remetia ao iluminismo e suas ramificações na França e Alemanha. Um mergulho histórico para deixar claro que Maria Janaína poderia se sentir à vontade, pois o acadêmico fez questão de deixá-la tranquila em um terreno só seu: a História. Ele ainda frisou também o trabalho que ela desenvolve e seu talento para a pesquisa.

O evento teve a presença da artista Vanja Ferreira, uma das poucas harpistas em atuação no país, que deu o tom à comemoração.  Ela, que toca desde os 12, encantou a todos com suas notas e simpatia. “Recebi o convite do professor Alexandre Gazé, e fiquei muito feliz de poder retornar a Friburgo tocando a minha arte, a minha harpa, numa ocasião tão nobre quanto esta. E fique satisfeita também ao ver que a Universidade Candido Mendes é pioneira e engajada no mundo da Música com sua Escola de Música. É realmente um privilégio estar aqui.”

Maria Janaína terminou seu discurso sem dizer muitos nomes para evitar ler uma lista extensa. Ela preferiu apenas agradecer de forma delicada seus pais, seu marido e ao Professor Paulo Jordão. “Agradeço a todos os membros da Academia Friburguense de Letras por minha admissão, a calorosa recepção do Prof. Jordão, a todos que aqui compareceram e finalmente, fica renovado o meu agradecimento a todos que me auxiliaram a ocupar a cadeira de número 31, de Olavo Bilac, com o compromisso de, apesar de todas as dificuldades, continuar contribuindo com a pesquisa histórica e honrar essa instituição.”

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