
E então vence a razoabilidade. Foi aprovada pelo Senado em segundo turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) que impõe a exigência de diploma para exercer a profissão de jornalista.
Em 2009, a lei que obrigava a exigência do diploma foi considerada inconstitucional pelo Supremo tribunal Federal. A partir desta data, começou a tramitar no Senado a PEC para que o título de formação superior em jornalismo tornasse a ser requisito obrigatório para os profissionais da imprensa.
A classe jornalística é quase que unanime em relação à obrigatoriedade. A maioria acredita que o diploma faz diferença sim e por isso é necessário. Como é o caso da Jornalista formada pela Candido Mendes Fernanda Pereira.
"A obrigatoriedade do diploma só reforça o que o mercado sempre praticou. O que percebemos é que nenhuma empresa do ramo se propôs a contratar profissionais sem graduação. Isso porque para exercer de forma adequada a função de jornalista é preciso conhecer técnicas e, acima de tudo, estudar conceitos sociais e éticos sobre o papel de um profissional do ramo de comunicação. Agora está tudo em seu devido lugar", afirma Fernanda.
A estudante de jornalismo Juliane Bittencourt também acredita na importância do título de graduação. “Acho muito importante a regulamentação do diploma do jornalista, pois é um grande reconhecimento para nós que dedicamos quatro anos de nossas vidas nos qualificando parar exercer essa nobre profissão,” declarou a estudante.
Bruna Castro, também estudante, acha válida a volta da exigência. “É de muita importância que voltem a exigir o diploma, pois nossa profissão é como todas as outras que exigem nível superior. Temos que estudar, passar em provas...", disse Bruna.
Outro estudante que também aplaude a decisão do Senado é Elias dos Santos. "Acredito que a exigência do diploma fará com que o Jornalismo seja levado mais a sério, pois será feito por profissionais, que antes de ingressarem nos meios de comunicação, passaram por um processo de aprendizagem que gera reflexão e técnica para lidar com a notícia e as diferentes formas de levar a informação para a sociedade", conclui Elias.


18:22
Blog da UCAM
1 comentários:
A imprensa vai além de títulos universitários,não é uma carreira científica, nem implica decisões de seus agentes em termos de poder, não devendo ser regida por uma aristocracia de bachareis.
È uma visão muito estreita, e o apoio da classe obedece somente aos critérios da conveniência
A imprensa é crítica por excelência, e dever estar sempre pautada na liberdade de expressão, publicidade,e isonomia.
A formação superior é válida, engrandece a profissão, mas não é o fator determinante.
Que o mercado de trabalho jornalistico regule o valor de seu profissional, estabelecendo seus critérios, sem a necessidade das leis que esmagam o direito do indivíduo publicar o seu próprio veículo de imprensa.
É uma lei obtusa,obsucura, tendenciosa, e será declarada inconstitucional.
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