Estudo sobre a Marcha das Vadias gera polêmica
A Universidade Candido Mendes e o
Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) foram
representados no III Congresso Internacional do Núcleo de Estudo das Américas
(Nucleas), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), campus Maracanã,
na última semana. O gerente de Marketing da Pró-Reitoria de Coordenação e
Expansão da UCAM, professor e jornalista Alexandre Gazé Filho, participou de
uma das mesas de debates, causando polêmica ao apresentar seu estudo sobre a
“Marcha das Vadias”.
Alexandre Gazé Filho, que também é mestrando
de Relações Internacionais do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de
Janeiro (Iuperj), participou do Simpósio cujo tema foi “Juventude e as lutas contra-hegemônicas”.
Ele abordou a questão da Marcha das Vadias, um movimento surgido em Toronto,
Canadá. Tal movimento que ganhou esta alcunha polêmica por conta de um conselho
dado por Michael Sanguinetti, um representante da polícia local em palestra realizada
em janeiro de 2011 na York University, sobre formas de evitar a violência
sexual, algo recorrente na região. O homem da lei sugeriu que mulheres têm de
evitar se vestir como “vadias” para que não se tornem vítimas de estupros. Três meses depois, em abril, cerca de três
mil canadenses saíram às ruas para protestar no que chamaram de SlutWalk.
A abordagem de Alexandre Gazé Filho foi
justamente sobre o crescimento dessa marcha e da abrangência de toda a
ideologia que ela carrega consigo, o que gerou versões em vários cantos mundo,
inclusive no Brasil, através da internet, por meio das redes sociais. Segundo
ele, no nosso país, a Marcha das Vadias não possui um objetivo claro, por falta
de uma liderança nacional.
“O movimento brasileiro análogo ao SlutWalk é
desintermediado, sem liderança nacional, contestadora e seguidora dos preceitos
da original”. No entanto ele observa pequenas lideranças regionais. “Tem-se
notado focos de liderança na maioria dos estados brasileiros, que têm se
concentrado nos campi universitários. Nas pesquisas prévias realizadas a partir
dos grupos de discussão privados do Facebook, do qual faço parte, pude notar
que as participantes que organizam as marchas, apesar de não se intitularem
líderes, estão concentradas nas universidades locais, em sua maioria federais e
estaduais”, afirmou.
A coordenação do Simpósio ficou a
cargo do professor de Sociologia do IUPERJ, Rogerio Souza. Ele ficou satisfeito
com o resultado do trabalho e disse acreditar na continuidade do mesmo. “O
resultado do Simpósio foi satisfatório é lógico que é só o inicio, irão ter
inúmeros desdobramentos montando um grupo de trabalho e que vai fortalecer de
alguma maneira o intercambio do IUPERJ diante de uma linha que temos de
juventude e grupos marginalizados com outras instituições do Brasil e da
América Latina”.
O congresso teve diversos
trabalhos relacionados a temas diversos como: Pensamento Político
Latino-americano, Relações Brasil e Rússia: Perspectivas, Políticas Públicas,
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Drogas, Saúde e Segurança Pública
entre outros.


20:15
Blog da UCAM

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