O 20º Anima Mundi chegou ao fim neste fim de semana, na cidade do Rio de Janeiro. Diversas animações e oficinas encantaram crianças e adultos em um circuito que incluíu o Centro Cultural dos Correios, o do Banco do Brasil e a Fundação Casa França.
Ao longo do dia, animações (algumas concorrendo a prêmios) foram exibidas para o público. Mas para quem foi ao Anima Mundi produzir a própria animação, não houve problemas, apesar das filas devido à grande procura dos visitantes. As crianças se divertiram ao lado dos pais e amigos, usando a imaginação para criar histórias e montar seus filmes, utilizando materiais diversos que vão desde massa de modelar até lápis e papel.
Sempre muito atrativo, o Anima Mundi contou com a presença de animadores profissionais como a animadora Giuliana Danza que foi conferir os trabalhos: “Eu acompanho o festival desde 2007 e já tive uma animação exibida em 2010 – Quindins - junto com o David Mussel que é outro diretor do filme. E esse ano eu estou percebendo um evento muito mais grandioso porque são 20 anos de festival, e nós temos a possibilidade de ter contato com mais brasileiros que fizeram parte dessa história, como por exemplo o Marão, que é uma grande referência pra todo mundo que começou a fazer animação em uma época que era muito difícil ter acesso à informação aqui no Brasil”.
O Anima Mundi é visto como um festival popular que movimenta uma grande quantidade de pessoas durante a semana em horários distintos, sendo acessível a qualquer um em qualquer faixa etária. As pessoas podem ser protagonistas de suas histórias atuando em oficinas como a “Olimpix”. “Essa oficina, assim como todas no Anima Mundi, funciona em stop motion, onde as pessoas se posicionam em uma cena com suas fantasias. Nós digitalizamos a imagem pro
computador e o programa que nós desenvolvemos com a IBM captura cada foto e coloca em sequência”, explicou o professor Pedro Barreto.
No entanto, a oficina mais procurada foi, sem dúvidas, a de massinha, também trabalhada em stop motion. As crianças soltaram a imaginação e os adultos relembraram sua infância. “Basta modelar os personagens e a cena, e como é em stop motion, os movimentos vão sendo filmadas quadro a quadro. Depois tudo é clipado e transformado um filminho”, explicou Maria Paula, restauradora e artista plástica. Para quem trabalhou nas oficinas, só sobrava tempo para assistir algum filme depois que a oficina fechava, mas o público teve horários flexíveis para se planejar.
E na era da tecnologia, do digital, na qual as crianças preferem o vídeo game ao livro ou brinquedo, muitas crianças tiveram a oportunidade de experimentar uma nova forma de se divertir. Ian Machado, de 10 anos, estava na oficina de massinha criando uma história sobre um alien. Ele afirmou não estar acostumado a brincar de massinha, pois sempre brincou com o vídeo game, mas disse gostar muito da nova experiência, diferente e cheia de criatividade.


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Blog da UCAM
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