quarta-feira, 25 de abril de 2012

Lançamento do primeiro livro do jornalista Danilo Motta


O jornalista e mestre em Estudos de Literatura Danilo Motta de Macedo, fará o lançamento do seu primeiro livro: “Literatura,Política e Linguagem: Análises comparadas”, no próximo dia 10 de Setembro, no Espaço Multifoco, que fica na Rua Mem de Sá, nº 126 na Lapa. O evento começa às 18h e a entrada é gratuita.

O jornalista formado pela Universidade Candido Mendes Niterói em 2008, afirma que o trabalho consiste em uma compilação de cinco pesquisas realizadas ao longo de sua formação acadêmica, que foram sintetizadas em um único livro, com o selo da Multifoco. “O livro foi sendo escrito ao longo do curso de mestrado. Sou formado em Estudos de Literatura, na área de Literatura Brasileira e Teorias da Literatura. A cada disciplina, a gente tem que escrever um trabalho final. O livro é uma compilação desses trabalhos - a não ser o primeiro, que é um resumo da minha monografia de graduação que eu fiz sob orientação da professora Elza Calazans”, afirmou.

Ao ser questionado como conseguiu unir literatura e política, dois temas aparentemente distintos, o jornalista afirma que há uma literatura que dialoga com setores da sociedade relacionados às estruturas de poder e uma política que se apropria de elementos alegóricos e literários em seus discursos. “Na verdade, são análises independentes, mas que se você for observar com um olhar mais atento, perceberá certa unidade entre os temas ali abordados. O romance "Os Deuses Subterrâneos", por exemplo, é uma obra de ficção. Mas ela reconta a história da humanidade e como chegamos a um ponto de total despolitização e total descrença em um ideal coletivo. E foi escrita por um político, o atual senador Cristovam Buarque. Neste caso, quem é o autor? O Cristovam político, ou o Cristovam literato? Há uma fusão entre estes dois perfis”, explica.



Danilo disse ainda que o desafio principal na confecção do livro foi na escolha dos objetos de estudo: “Muitos professores criticavam e questionavam as obras que eu escolhi para trabalhar. Quando eu anunciava que meu trabalho seria sobre livros do Cristovam Buarque, ou do Nelson Motta, já cheguei a ouvir: ‘logo esses? Por que não um Guimarães Rosa?’ O desafio maior foi convencer da relevância destes estudos”, revelou para depois completar: “Eu, como jornalista, sempre darei preferência ao ineditismo. Em vez de estudar um outro viés de um autor ou uma obra já conhecida, prefiro investir em algo que as pessoas ainda não leram sobre”, afirmou.

Por conta da sua formação como jornalista e por sempre ter trabalhado em redação de jornal, Danilo acredita que isso conferiu a ele uma certa praticidade e uma boa organização das informações antes de colocá-las no papel: “Qual o trabalho de um repórter? Levantar informações e transcrevê-las na forma de uma reportagem, basicamente. Um pesquisador, faz basicamente o mesmo: levanta informações em livros, pesquisas de campo e traduz em seu trabalho. Eu sentia certa facilidade para escrever por viver essa prática no meu cotidiano e de ter que organizar as informações para publicá-las”, explicou.

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