quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Lançamento do livro "Histórias e Memória de Nova Friburgo"




O lançamento do segundo livro da professora historiadora Janaína Botelho, “Histórias e Memória de Nova Friburgo”, lotou o Centro de Arte, na Praça Getúlio Vargas no Centro da cidade, na noite do último dia 13 de setembro. Ao som da orquestra formada por alunos da Universidade Candido Mendes Friburgo, a escritora autografou pacientemente diversos exemplares de sua obra.

Com a ideia de resgatar a memória da população, o livro atraiu a curiosidade de quem esteve presente, como foi o caso da professora Vilma Vilaça que admira o trabalho da escritora: "Ela resgatou muitas coisas da nossa cidade, inclusive, da minha família e é uma pessoa muito especial pra gente. Estou muito ansiosa para ler este livro que, com certeza, será tão bom quanto o primeiro. Espero que ela tenha bastante sucesso", afirmou. Segundo a empresária Márcia Carestiato Sancho, o livro é uma ótima maneira de passar adiante a memória da cidade: “É uma forma de contar a história para os nossos filhos e netos”, disse.

Diversos nomes importantes da Universidade Candido Mendes estiveram presentes no local, como os diretores dos campi Tijuca e de Araruama, os professores Rogério Tupinambá e Wilson Dimani, respectivamente. Roosevelt Concy, que além de diretor do campus Friburgo também é Secretário Municipal de Cultura, falou da importância de um lançamento de um livro como este, que conta a história da cidade: "Estamos trazendo a cultura e mobilizando a cidade para este grande evento que é o acontecimento cultural. Friburgo está se redimindo de um grande pecado que tinha: de contar pouco a sua história. A professora e historiadora Janaína Botelho veio numa hora bastante oportuna para dizer como é importante fazer o registro histórico do nosso município. Eu a parabenizo pelo espetacular trabalho que ela vem desenvolvendo a favor de Nova Friburgo, reconstruindo uma estrada que por muito tempo ficou esquecida", declarou.

Diretor do Jornal A Voz da Serra, veículo no qual Janaína é colunista e de onde saiu a maior parte do material presente no livro, Laércio Ventura considera a obra um presente para todos da cidade: "Eu tive o grande prazer de prefaciar o livro da minha querida Janaína. Ela que consolida semanalmente as páginas do A Voz da Serra com suas histórias. Como friburguense que sou, posso dizer que este é um presentão que a Candido Mendes oferece a Nova Friburgo. Tudo isso é motivo de muita alegria para todos nós, a mim pessoalmente”, confidenciou.

Quem também esteve presente foi Pedro Osmar, radialista da Rádio Nova Friburgo AM, que não economizou elogios à escritora, na qual conhece de longa data: "Eu acompanho esse trabalho da Janaína de levantamento da história de Nova Friburgo ao longo dos anos. Eu a conheço há mais de 30 anos, quando fazíamos o programa “Momento Cultural” juntos. Ela continuou fazendo suas pesquisas. Janaína é uma expert no assunto e esse livro vem provar a sua capacidade e competência em cima de todo o levantamento histórico que será passado para nós através desta grande obra.", elogiou.

Marido da escritora, o professor Alexandre Gazé, Pró-Reitor de Coordenação e Expansão da Universidade Candido Mendes, não escondia o orgulho pelo trabalho da mulher: "Janaína tem a doçura, o encanto da narrativa. Ela transporta a gente para viver os momentos que ela narra. A história tem que ser contada, vivida e comentada. Eu posso assegurar que a Janaína pesquisou e estudou muito, foi buscar nas fontes aquilo que ela podia adquirir de experiência do passado. Ela tem várias passagens importantes no livro, como escravos da época. São poucas as pessoas que relatam esse passado", afirmou.

Após autografar cerca de 200 exemplares do livro, a professora Janaína ainda teve tempo de conversar com a equipe do Blog sobre esse lançamento. Segundo ela, o grande desafio na confecção do livro foi o de romper as dificuldades em relação a própria pesquisa em si, principalmente no que diz respeito as fontes primárias: “As dificuldades de conciliar o seu horário de trabalho com os dos centros de documentação, essa é sempre a dificuldade do pesquisador. Essa fase da coleta das fontes de materiais. A segunda fase, que é ler isso tudo, reunir e começar a narrativa é uma fase assim mais tranquila, porque você trabalha em casa”, afirmou. Ao ser questionada sobre o legado que o livro deixa para as futuras gerações, a historiadora falou sobre a importância de se conhecer sua história: “Desde o momento em que você fala da sua história local, fala daquele patrimônio histórico, você cria o cidadão histórico, ele vai ser uma pessoa consciente e vai impedir que esse patrimônio que vai sendo dilapidado em Friburgo ao longo dos anos não sofra esse tipo de manipulação das grandes empresas mobiliárias.”

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