A questão da superpopulação é um tema muito abordado hoje e preocupante. Embora seja algo considerado ruim, é de certa forma, consequência de aspectos positivos em relação à qualidade de vida e longevidade, mas ao mesmo tempo, há problemas de origens sociais que se agravam cada vez mais. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas (ONU), haverá um crescimento populacional significativo até o fim deste ano. Seremos sete bilhões de habitantes no planeta até dezembro e a expectativa é que cheguemos aos oito bilhões até 2025.
A história mostra que o ser humano, como o conhecemos, povoa a Terra há cerca de 20 mil anos e chegou ao seu primeiro bilhão de habitantes em 1802, ou seja, foram necessários aproximadamente 19 mil anos para tal feito. 130 anos mais tarde, a população já tinha dobrado e chegou à marca de 2 bilhões. Em 1987 alcançamos cinco bilhões e já em 1998 os seis bilhões. Porém, depois desses dados estatísticos, nos questionamos se o mundo é realmente capaz de suportar tamanho aumento demográfico.
No Brasil, o Censo demográfico realizado em 2010 indica que há cerca de 200 milhões de pessoas, onde a maior concentração populacional está na região sudeste do país e tende a crescer cada vez mais, acompanhando o ritmo mundial. Segundo o professor do Departamento de Administração da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Volta Redonda, Gustavo Motta, o Brasil experimenta um crescimento extremamente desequilibrado. “Em termos geográficos, a população está concentrada em poucos e grandes centros urbanos, principalmente na região Sudeste do país. Isso se dá devido à má distribuição de oportunidades de emprego e renda, apesar do crescimento econômico vivido. Cabe destacar que este crescimento tem se apoiado excessivamente em duas indústrias: a da construção civil e a automobilística. Este fato parece agravar ainda mais os problemas do crescimento populacional. À medida que o nosso país cresce economicamente, sem distribuir geograficamente este crescimento, temos cidades cada vez maiores, que elevam a necessidade de moradia e transporte. Assim, o país mantém a demanda por tais produtos e continua crescendo. Entretanto, sem investimentos proporcionais em infraestrutura para suportar o aumento populacional, crescem, também, problemas como violência, falta de saneamento, trânsito, dentre tantos outros comuns às grandes cidades”, analisa o professor Gustavo.
Depois de tantos problemas, a palavra desenvolvimento pode perder um pouco do seu valor por conta das consequências que o planeta sofrerá com o aumento desenfreado da população. Dentre eles, podem ser destacados os impactos ambientais, que muito preocupam o mundo e suas implicações futuras.
Para o Coordenador do Instituto Ambiental Candido Mendes (IACAM), Alberto Góis, o crescimento da população e o do consumo acarreta o aumento dos resíduos, a degradação ambiental. Ele considera importante a participação de empresas públicas e privadas em ações de responsabilidade social sustentável. “A Universidade Candido Mendes está presente e atuante em suas propostas educacionais e, sendo assim, apta a desenvolver ações que possibilitem as pessoas a participarem deste movimento ambiental com ações conscientes, contribuindo assim para minimizar os danos causados ao meio-ambiente. A Universidade através do IACAM preocupa-se em não só trabalhar em relação à Instituição, mas também envolver a população ao redor a fazer seu papel e promover, dessa forma, um mundo cada vez mais sustentável. Só assim teremos certeza de que, no futuro, haverá lugar para todos no planeta”. Ele ainda complementa com a ideia de um cenário próspero para o amanhã. “Acredito que se todos fizerem realmente sua parte, teremos um mundo melhor para se viver. Estamos fazendo o máximo que podemos com o IACAM, levando informação sobre sustentabilidade e práticas ecologicamente corretas de reciclagem e cursos relacionados à economia de energia elétrica, dentre outras ações ‘verdes’. Assim esperamos que essa semente que plantamos hoje, possa germinar e render bons frutos amanhã”.


18:49
Blog da UCAM

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