A ex-aluna da Universidade Candido Mendes Tijuca, Nadja Haddad conquista seus fãs com o mesmo carisma que tinha na época de universidade. Nadja é apresentadora do VídeoNews, TV Bandeirantes (Band). De acordo com a emissora depois que ela estreou, no dia 10 de agosto de 2009, vem alcançando altos índices de audiência. O programa VídeoNews é transmitido de segunda à sexta, a partir das 22 horas. Nadja também participa de transmissões de eventos da Band como BandFolia, Parintins, Barretos entre outros. Ela se formou na UCAM Tijuca em 2004. Hoje Nadja mora em São Paulo, mas não esquece dos amigos que conquistou na época de faculdade. A jornalista passou pela Rádio Tupi e ingressou no telejornalismo no Jornal do Rio, da Band Rio e conta um pouco da sua carreira para o Blog da UCAM e os desafios de ser jornalista e apresentar um telejornal.
Blog da UCAM: Por que você é jornalista? O que levou a essa profissão?
Blog da UCAM: Por que você é jornalista? O que levou a essa profissão?
Nadja Haddad: Sempre gostei de escrever, ler e me comunicar. Antes de estudar comunicação social, havia me formado numa escola de dança e, cursado direito por algum tempo. A escolha pelo jornalismo veio com o primeiro contato que tive com o universo televisivo. Apesar de o meu primeiro contato com o meio e mais apaixonante, ter sido com o rádio. Sendo jornalista, experimento situações inusitadas que “na vida real” eu não poderia fazer. Satisfazer minha curiosidade e buscar outras, também me encanta na profissão.
BDU: Resuma o que é, para você, ser jornalista?
NH: Ser jornalista para mim não é profissão, é missão. É comunicar, informar, orientar e colaborar para a formação de opinião.
BDU: É bom ser jornalista? Por quê?
NH: Justamente por ter que explorar universos completamente diferentes da minha rotina. É bom porque aguça a curiosidade, estamos em constante busca, seja por informação, por fonte... É bom porque permite agregar valores e conhecimentos para todos os setores da sua vida.
BDU: O fim da exigência do diploma te desanimou em algum momento?
NH: Me decepcionou sim, mas não devemos desanimar jamais. Me sinto mais valorizada, privilegiada por ostentar um diploma. Não sou jornalista por “achismo”, sou por formação acadêmica. Isso, certamente pesa a favor na hora de uma contratação.
BDU: Qual é a importância de se ter o diploma de jornalista?
BDU: Qual é a importância de se ter o diploma de jornalista?
NH: A importância está na ética, na técnica, em como você lida, aborda e transmite os fatos. E como disse, no momento da contratação é um grande diferencial a favor.
BDU: Acredita que o fato de que qualquer um que escreva matéria, apresente um jornal, etc... Possa ser chamado de jornalista?
NH: Jamais. Quem apenas escreve uma matéria e se intitula jornalista, é um frustrado... (Risos).
BDU: Quais são as coisas boas e ruins de ser jornalista?
NH: Boas eu já disse, ruins é que você acaba se expondo muito e se tornando alvo fácil de críticas e até de ameaças, dependendo da editoria onde você atua. É ruim porque você vive para o trabalho, dependendo de onde vc trabalhe, claro... (Risos). Não se tem mais feriados, aniversários de familiares, férias programadas, nem fins de semana, muitas vezes... Se sabe a hora que você deve chegar para trabalhar, mas só deus sabe a hora em que você estará livre... Você deve estar sempre pronto para redigir um bom texto e com domínio total da gramática e da objetividade... Nem sempre você está concentrado e disposto... Mas ser jornalista é isso. O jornalista tem que estar sempre pronto... Enfim, tem que amar muito!
BDU: Para você, existe ética no Jornalismo?
NH: Lógico, tem que existir como em qualquer profissão. Existem limites, bom senso... Que muitas vezes é esquecido na ânsia de um furo.
BDU: Depois da retomada da democracia e da liberdade de expressão no Brasil, os jornalistas estão sabendo lidar com a ética profissional?
NH: Nem sempre, dependendo da editoria e do veículo, o espetáculo toma conta. A informação distorcida também...
BDU: Como as redes sociais podem ajudar no jornalismo?
NH: Agregando fontes e estreitando relacionamentos. Aproximando a informação também, mas nesse caso, é apenas um foco que deve ser muitíssimo bem apurado.
BDU: Quais são os desafios de apresentar um telejornal?
NH: Poder de concentração, de dividir a atenção com várias coisas ao mesmo tempo (diretor no ponto, assistente de estúdio orientando, informações que chegam em cima da hora, movimentação no estúdio etc), capacidade de improvisar (para tal vale a tranquilidade, conhecimento vasto sobre o assunto, excelente português). Devemos estar sempre muito bem informados e bem apresentáveis.
BDU: Deixe um recado para quem deseja seguir sua profissão.
NH: Coragem, vontade e fé. Resistam bravamente aos baixos salários, às horas extras trabalhadas, aos fins de semana investidos na profissão. Vale a pena. É um universo encantador, onde todos os dias serão diferentes, onde a cada dia, vocês conhecerão universos inusitados e diferentes. E certamente, com sabedoria, saberão levar para vida pessoal toda a experiência adquirida com cada novo personagem, com cada situação.
BDU: Você indica a Candido Mendes para os futuros alunos e por quê?
NH: Certamente sim. Atualmente, a universidade oferece a estrutura adequada e para que os alunos se identifiquem, se abastecem de conhecimento fundamental e busquem a experiência em outros ambientes.


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