quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cheque especial: o sistema da taxa de juros







O Banco Central divulgou essa semana que a taxa de juros cobrada pelo uso do cheque especial em maio ficou 185,4% ao ano, aumentando 7,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior, abril. Trata-se da taxa mais alta desde abril de 1999, quando os juros chegaram a expressiva marca de 193,65%.


Olhando o parágrafo acima, você deve estar imaginando como que isso irá afetar o seu bolso. Se você possui conta corrente, deve saber do que se trata o cheque especial. É um crédito de valor determinado, contratado pelo cliente junto ao seu banco, que fica em sua conta corrente para ser usado esporadicamente. Se esse crédito for utilizado o cliente paga ao banco os juros de utilização e os encargos da operação pelos dias utilizados.


O economista e professor da Universidade Candido Mendes Niterói, Julio Bastos, explica como funciona o sistema de taxa de juros: “A taxa de juros básica da economia (SELIC) é obtida pelo equilíbrio no mercado monetário, entre demanda e oferta de moeda. A oferta de moeda é determinada em última instância pelo Banco Central, e, então, este tem o controle sobre a taxa de juros de equilíbrio na economia. A SELIC é o custo básico do dinheiro”, explicou.


Segundo ele, esse aumento da taxa dos juros acontece porque como o Brasil segue o regime de metas de inflação, que foi calculada em -4,5% ao ano para 2011. Para conseguir alcançar essa meta, entre outros instrumentos econômicos utilizados pelo Comitê de Política Monetária (COPOM), está a regulação das taxas de juros. “A taxa de juros influencia a taxa de inflação via o canal de crédito - uma taxa de juros maior, faz com que os empréstimos, sem suas diversas modalidades, fiquem mais caros, levando o consumidor a consumir menos”, afirmou.


Quando acontece uma alta na taxa de juros, é mais prudente que o crédito seja usado somente em caso de necessidades de emergência, que possam ser quitadas em um curto período de tempo. Para períodos maiores, é recomendado procurar por outras linhas de crédito no banco, que possuam taxas menores e que são especificas para períodos mais longos de quitação.



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