terça-feira, 3 de maio de 2011

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa







O “Dia Mundial da Liberdade de Imprensa”, comemorado hoje, dia 3 de maio, tem um significado especial neste ano de 2011. Uma vez que diversas manifestações populares clamando pela liberdade surgiram pelo planeta nesses primeiro semestre, impulsionadas pelo enorme poder de alcance das mídias sociais.




No dia 14 de janeiro, após uma rebelião popular iniciada há um mês antes, o ditador da Tunísia, Zine El Abidne Bem Ali, foi obrigado a renunciar e a fugir do país, após 23 anos no poder. Em fevereiro foi a vez do ditador do Egito, Hosni Murabak, cair. Atualmente há protestos contra as ditaduras no Iêmen, no Bahrein e a que chama mais atenção: na Líbia, onde o ditador Muammar Kadhafi. Por enquanto ainda se mantém no poder. De comum em todos esses casos a influência das chamadas redes sociais, que mostram ao mundo o que acontece nesses locais.




O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que atualmente vivemos a era das novas mídias, onde as informações são disseminadas através das redes sociais. Segundo ele, a imprensa tem que se reinventar diante desse panorama. Patriota classificou o momento como o da “diplomacia digital”, lembrando da importância dos noticiários online e, sobretudo dos blogs. “Os direitos dos cidadãos brasileiros são assegurados em meio a uma infinidade de fontes”, disse o ministro, na sede do Instituto Rio Branco, onde ocorreu o seminário A Mídia do Século 21: Novas Fronteiras, Novas Barreiras.




O representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny, também esteve no evento e afirmou que é fundamental que os regimes democráticos assegurem a liberdade de imprensa para garantir a liberdade de expressão da sociedade. “A mídia plural, livre e independente, de um lado, e um governo que garanta isso são características da liberdade de expressão”, disse Defourny.



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