O Apiário Amigos da Terra, também localizado no circuito turístico Tere-Fri, existe há 20 anos na cidade e oferece aos visitantes um turismo pedagógico. Um passeio pelas instalações do local garante aos visitantes a oportunidade de conhecer a criação de abelhas, o processo de decantação do mel, produção de própolis e o Museu do Mel, primeiro do Brasil, que é muito visitado por escolas. Mesmo estando tão próximo aos locais mais atingidos pelas chuvas, o Apiário funciona normalmente e está em plenas condições de receber bem o turista.
O Museu do Mel tem como objetivo garantir o entretenimento, cultura e tirar as dúvidas das crianças e adultos mostrando o que é o própolis, a produção, a geléia real, entre outros. No museu, a visita começa com explicações acerca da origem das abelhas, desde a formação do planeta até a apicultura atual, passando pela descrição da anatomia e relação das abelhas com as plantas até conhecer uma câmera de cria, ou seja, um ninho de abelhas.
O apiário trabalha com abelhas “africanizadas”, espécie decorrente do cruzamento de abelhas européias com abelhas africanas, que são extremamente adaptadas à biodiversidade brasileira. São resistentes a parasitas e doenças, dispensando o uso de antibióticos e produtos químicos. Além da produção de mel 100% natural, a empresa trabalha com mel composto de laranjeira, assa-peixe, própolis e eucalipto, sabonetes a base de mel, bombons de pólen e o carro-chefe da empresa, o pão de mel. Todos esses produtos podem ser adquiridos na loja do apiário, na Queijaria Suíça e outros comércios da cidade. A empresa vende seus produtos para toda a Região Serrana, litoral e, principalmente, Rio de Janeiro.
No local, ainda é ministrado o curso “Como produzir mel e derivados”, que é um curso de apicultura teórico e prático, no qual os interessados aprendem a criar as abelhas “africanizadas”. Quem quiser conhecer o local, marcar uma visita de grupos escolares ou obter informações sobre o curso deve ligar para (22) 2529-4182.
Um projeto que é desenvolvido pelo Amigos da Terra desde 2004 é o “Florindo a Tere-Fri” em que foram plantadas 5 mil plantas nativas ao longo da RJ-130. Para Luis Moraes, diretor da empresa, agora é a hora de retomar o projeto, pois a necessidade de reflorestamento após as chuvas que atingiram a cidade é muito maior. Ele acredita que a recuperação do turismo será fundamental para minimizar possíveis perdas econômicas decorrentes da tragédia de janeiro.


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Blog da UCAM

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