Muitas pessoas têm vontade de abrir seu próprio negócio para garantir sua independência financeira e realizar seus sonhos mais pessoais. Iludidos com a ideia de sucesso rápido, acabam por não enxergar que ele só vem depois de muito esforço. O sucesso pode demorar a chegar mesmo com muitos anos de existência do estabelecimento. Existem diversos fatores para o sucesso de um negócio: atendimento ao cliente, organização, capacidade de aprender com os erros, investimento e atualização do comerciante, que deve estar sempre atento às demandas do mercado.
De acordo com o comerciante Felipe Barbosa, 30, do "Molezão 1,99" e ex-aluno de Comunicação Social da Universidade Candido Mendes de Niterói é necessário atender cada cliente de maneira diferenciada. "Precisamos estar preparados para atender o cliente mal-humorado, mal educado, aquele que para pra conversar, o indeciso, entres diversas personalidades", comenta o comerciante Felipe, que decidiu abrir seu próprio negócio sozinho, acreditando e confiando no seu sonho. Já para o empresário do "Espaço Saúde" Fernando França, para se ter um bom atendimento é preciso ter contato direto com seus funcionários e com seus clientes para se obter a satisfação deles. "É fundamental a presença do dono do estabelecimento em alguns períodos do dia para saber como seu negócio está indo", indica Fernando que além de empresário também é ex jogador de futebol.
O trabalho no comércio além de ser lucrativo também tem seu lado de prejuízos. Uma das reclamações mais constantes é o fato de ser um trabalho muito cansativo e que faz o comerciante se privar da vida social em alguns casos. É exaustivo por ter uma carga horária longa e ainda ter de trabalhar aos sábados. O gerente da loja "Superball" Arnaldo Porto tem 64 anos e trabalha nela há 49 anos. Ele confirma isso com a seguinte frase: É cansativo demais, é uma vida que te prende, mas não ruim de trabalhar nisso". Já Fernando França diz que um dos fatores negativos do comércio não é apenas a privação da sua vida em detrimento do trabalho, é o fato de não ter férias. “Há 15 anos não tiro férias, pois ficamos escravos do comércio".
Se o empresário não souber administrar bem seu negócio, pode entrar em crise, e foi isso que aconteceu vária vezes com o estabelecimento em que Arnaldo Porto trabalha, cuja filha está cursando pós-graduação em pisicologia na Universidade Candido Mendes de Niterói. “A Superball já trocou de dono diversas vezes, mudando-se até de local”. A gerente da loja "Claudia Perfumaria" Rosana Romão disse que a tentativa de manter a excelência na administração do empreendimento do ex-sócio em que trabalha terminou em sua morte, pois só estava ele voltado somente para os seus negócios esquecendo de cuidar da sua própria saúde. Claudio Dutra (ex-patrão de Rosana) faleceu devido ao estresse vivido diariamente em seu trabalho, sofreu um infarto. “deve haver moderação e equilíbrio no mundo dos negócios.", homenageia a gerente grata pelos ensinamentos de Claudio Dutra.
*Por Thomas Thuller (Estagiário de comunicação)


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